Sem margens para o erro: A solução é ser útil.

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Sem margens para o erro: A solução é ser útil.

Seja qual for o ramo do seu negócio, você não vai agradar a todos. E ao fazer essa afirmativa não tenho a intenção de limitar seu processo criativo.

Pelo contrário, ao proferir estas palavras, pretendo que você mantenha a mente aberta, pois esse conhecimento é fundamental para que não haja frustrações no instante de criação e desenvolvimento de ideias.

Mas, então, por que nem todas as empresas prosperam? Não dependem de aceitação? Sim, e muito. Mas essa receptividade está invariavelmente vinculada à utilidade de um produto ou serviço.

Veja o caso dos carros. Se fizéssemos uma investigação de linhagem, em sua árvore genealógica, teríamos os cavalos cuja serventia primária é o deslocamento. Percebe alguma ligação? O elo não para por aí.

Popularização, congestionamento, acidentes, poluição. A associação é inevitável. E o que mudou de lá pra cá? Com os avanços tecnológicos, adaptações foram precisas. Era importante oferecer algo além do simples transporte. A sociedade praticamente implorava por inovação com base em necessidades que foram, de forma gradativa, atendidas. Mudou a sua função; mudou a utilidade. Na verdade, agregou propósitos e, por isso, perpetua.

Ainda hoje é assim. Os carros continuam proporcionando a locomoção. Mas quanto mudou o automóvel desde o primeiro protótipo? E a questão não se refere à qualidade de peças e equipamentos, design ou concorrência.

Falo das inovações que a população exige e não abre mão: recursos como ar condicionado, vidro elétrico, alarme, câmbio automático, direção hidráulica, airbag, blindagem e uma central multimídia que ofereça, além do rádio, bluetooth, GPS, DVD, sensor de estacionamento, câmera de ré etc. É conforto? Sim. Mas quem atualmente compraria um carro sem essas facilidades, se elas não interferissem em seus orçamentos? O povo quer; paga quem pode. Essa é uma questão de desigualdade social e não é o foco desta matéria.

O futuro dos veículos já promete condução autônoma, inteligência artificial, realidade aumentada, internet das coisas, bateria wireless – só pra citar alguns exemplos. E por que não pensar em carros que voam e coisas do gênero?

O fato é que toda tecnologia que causa necessidade nas pessoas, que se torna vital, será incondicionalmente abraçada por uma nação.

A FalaAuto, um de nossos parceiros, é um caso clássico da adaptação por utilidade. A empresa surgiu no mercado com uma plataforma que permitia avaliações de atendimento de concessionárias, revendas e oficinas. O objetivo era interligar cliente e companhia para o aperfeiçoamento de conduta por parte das empresas automotivas. A ideia era excelente, mas o consumidor não se sentia envolvido; o programa não despertou interesse por parte de quem alimentaria o canal e viabilizaria o processo.

O sistema só vingou depois que a empresa fez alguns ajustes e finalmente atraiu o cliente. Hoje, a FalaAuto não só trabalha com sua ideia original de gestão de reputação, mas disponibiliza buscas de concessionárias e oficinas próximas, apresentando comparativos de orçamentos para peças e serviços, entre outros. Enfim, encontrou a solução: tornou-se útil.