Pra que lado eu vou? Os rumos de uma empresa que visa expansão

Inovação

Pra que lado eu vou? Os rumos de uma empresa que visa expansão

“Não se mexe em time que está ganhando.” A máxima tem lá seu fundo de verdade.

Mas este princípio não deve limitar seus pensamentos na direção do desejo de crescer.

Tão importante quanto ter uma ideia, é pesquisar se ela é interessante para o público a que se destina. Afinal, é o cliente quem valida a relevância de um produto ou serviço. Por mais revolucionário que um projeto seja, se ele não for acolhido pelo consumidor, não terá futuro.

Uma das ferramentas de especulação mais usadas atualmente é o Frame of Reference, que analisa a viabilidade de um produto ou serviço, isto é, as possibilidades de atenderem a um mercado; as chances e probabilidades de expansão de um negócio.

Outra questão de peso é o posicionamento da marca, que trabalha como um dos pilares estratégicos de marketing. Indispensável no processo de consolidação de um produto ou serviço, a marca envolve o inconsciente do coletivo. E, às vezes, essa conexão é tão forte que a funcionalidade dos mesmos perde espaço para o símbolo como um todo. Exemplos desse desdobramento são a BomBril, que ninguém ao produto se refere como palha de aço, e a Gillette com relação ao aparelho de barbear.

Tamanha é a força da marca, que, embora você compre o produto de outro fabricante, você ainda a ele atribui o nome da outra. (“Tem que comprar Bombril; e coloca ‘Assolan’ no carrinho de supermercado.”)

Para que essa fórmula dê certo é necessário que marca e frame estejam em sintonia no momento de criação e desenvolvimento de produtos e serviços.

Quando uma empresa deseja entrar em um novo segmento, diferente daquele de onde se originou, é fundamental que pesquisas sejam realizadas, avaliando questões de valor e competitividade. Mesmo que essa companhia já seja referência ou autoridade em alguma divisão, tal prática é de suma importância.

Um erro muito comum é projetar o êxito de um produto ou serviço por conta da bagagem ou histórico de uma determinada marca. (“Se é ‘X’, pode confiar!”) Mas, em alguns casos, o tiro sai pela culatra e o resultado dessa associação pode causar descrédito em uma marca ou imagem que já vai bem. Por isso, avalie sempre o potencial e a concorrência. Uma alternativa para esse cenário é a elaboração de uma nova patente para que a marca já consolidada no mercado não seja afetada e seu conceito não sofra interferência.

Procure trabalhar no aprimoramento daquilo que já existe de forma regular, mantendo, assim, a sua excelência.

Inovar é válido, mas é importante se certificar da relevância de um produto ou serviço para a sociedade, pois é dela que depende o sucesso da sua empresa.