A Era da Internet das Coisas - Otimização do tempo decorrente da autonomia das máquinas

Inovação

A Era da Internet das Coisas - Otimização do tempo decorrente da autonomia das máquinas

Estamos vivenciando a idade da Internet das Coisas, que é, provavelmente, a base para a quarta revolução industrial.

Trata-se da convergência operacional de objetos usados no dia a dia a uma rede, que automatiza comportamentos recorrentes. Em outras palavras, são aparelhos que atuam por conta, condicionados por uma rotina estabelecida, por uma observação realizada.

Os avanços caminham a passos largos nesta direção. Atualmente, por exemplo, dispositivos de navegação automotiva já indicam rotas a um trajeto que você faz frequentemente e canais de entretenimento sugerem programações fundamentadas nas suas últimas visualizações. Por meio de smartphones, é também possível ativar e desabilitar eletrodomésticos ou preparar ambientes, controlando iluminação e temperatura.

No passado, nem tão distante assim, podemos citar com um dos primeiros adventos dessa tecnologia os caixas automáticos, através dos quais ainda nos dias de hoje podemos realizar transações financeiras, como pagamentos e saques bancários.

Para o futuro, bem diante de nossos olhos, podemos apostar em eletroeletrônicos que se conectam a fim de agilizar o processo de tudo. As projeções de mercado são colossais ao passo que não seria ousado cogitar que fogões “conversarão” com geladeiras com o objetivo de reunirem os alimentos mais próximos do prazo de validade para fazer uma receita.

Passado, presente ou futuro, todos esses recursos vão ao encontro de uma das maiores dores da sociedade atual: o tempo – ou a falta dele. A autonomia das máquinas, viabilizada por uma memória recessiva dos objetos em relação às pessoas, gera uma comodidade com a qual a população se sente confortável. Além de não dar margens a imprevistos ou brechas para contratempos, essa gestão eficiente de dispositivos presenteia o indivíduo não apenas com o melhor gerenciamento do seu tempo, mas especialmente com um ganho de qualidade de vida, já que não há mais desperdícios com o que poderia ser considerado um atraso. Agora, as coisas “pensam” por mim, por você, por todos.

Arrisca-se afirmar que qualquer inovação que pressuponha ganho de tempo com certeza é bem-vindo para a sociedade, que se queixa exaustivamente de tal escassez.

Mas, para todo bem que nos chega, há um mal com que temos que lidar. Essa automação universal trabalha com uma filosofia de premeditação que pode acabar interferindo de certa maneira no livre-arbítrio, conduzindo na generalização de comportamentos e causando dependências. Se algumas pessoas, por exemplo, tivessem que ligar de um telefone, que não fossem os seus, dificilmente saberiam de cor o número a quem pretendem chamar– reflexos de uma sociedade já condicionada. Apesar de simples, essa ilustração é bastante pertinente.

Para a inovação, não há limitações de pensamento. Cabe, entretanto, o estudo minucioso de formas para contornar os desafios das tecnologias existentes e daquelas que não tardarão a chegar.

*A Digience um de nossos parceiros, trabalha com essa tecnologia.