A antevisão é uma das chaves para a imortalidade no mercado.

Inovação

A antevisão é uma das chaves para a imortalidade no mercado.

O termo sobrevivência no meio dos negócios não é recebido com apreço. Isso porque, evidentemente, a criação de uma empresa pressupõe crescimento e prosperidade.

É mais ou menos como um casamento: dificilmente alguém reflete sobre divórcio no momento em que decide juntar as escovas de dentes. Seguindo esse pensamento, parece ilógico cogitar o fim ou as vias de salvação de um produto, serviço ou, mesmo, de uma companhia. Mas é esse raciocínio que tem feito toda a diferença na perpetuação de empresas dos mais variados portes e segmentos nos dias de hoje.

E SE um produto melhor surgir?

COMO contornaremos determinada situação?

POR QUE não atingimos a meta estabelecida?

Tais questões soam óbvias para qualquer planejamento de um projeto. No entanto, a realidade mostra que as preocupações têm repousado basicamente sobre duas interrogações: QUANTO (Quanto será gasto? Quanto virá de retorno?) e QUANDO (Quando estará ativo? Quando o investimento regressa?). E essa falha na programação tem custado caro. Dia após dia, empresas estão sofrendo com o extermínio.

A ânsia de colher frutos torna-se tamanha que cega com relação às necessidades vitais – o que é um enorme problema. Quando apenas o capital atua como estímulo, as consequências tendem a ser desastrosas no desdobramento de uma companhia. O processo deveria ser menos hierárquico e mais orgânico. Tempo e dinheiro são importantes, mas não são tudo. Volta-se a bater na tecla da funcionalidade, no fato de ser útil. E se isso envolve adaptações, que elas sejam feitas.

Antever os acontecimentos faz bem à saúde de uma organização, de um empreendimento. Permite que perdure. Por isso, é essencial fazer questionamentos, abrir margem para possibilidades, dar crédito à opinião alheia confiável – em especial, se ela diverge do seu ponto de vista – e principalmente trabalhar com a ideia de aniquilação, mesmo antes do projeto vingar. É preciso ir além. Na verdade, é indispensável.

Kodak, Nokia, Blockbuster. Todas, grandes empresas que foram suprimidas, abocanhadas por um mercado para qual não se prepararam, seja por falta de prognóstico ou adequação. Por outro lado, a Ford, percebendo mudanças no mercado, decidiu frear os negócios de vendas de automóveis (de forma consciente e gradativa) e já visualiza a sua manutenção através de serviços de rotas de transporte compartilhado com vans.

Esse é o caminho. Não sobreviva, atue. Para eternizar, é necessário inovar com consciência. Prever e adaptar-se para avançar e imortalizar.